ah, mãos bonitas
ah, braços, costas, boca e mãos
que - sem saber pronde vão
os meus olhos cegos seguem -
só não me levem
a tornar-me dessas parasitas
no último abraço quase nunca existem mãos
só garras
você que já veio e você que está
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
falta de verde por, também, dalva
estou deitada na minha cama
comendo uma mini pizza de mussarela
da sadia
sadia é bom
mas não é sadia (tem gente que não bebe e está morrendo
então ok)
ouço how soon is now
penso em como eu amo essa música
penso que ainda estou com fome, mesmo depois da
mini pizza de mussarela
tenho certeza de que não é assim que se escreve
mussarela
mas vida que segue
hoje pensei em sid e nancy
essas histórias sempre me intrigam
além do quê, sid não sabia de nada
e só fez merda
nem baixo ele sabia tocar. mas tocava
por que me preocupo com isso é que
não sei
isso começou para ser uma poesia
mas já no primeiro desverso não foi
dessa forma
como a pipoca que fiz
depois de identificar restos de fome
ainda
dentro de mim
the smiths, eu penso, é bom demais
comendo uma mini pizza de mussarela
da sadia
sadia é bom
mas não é sadia (tem gente que não bebe e está morrendo
então ok)
ouço how soon is now
penso em como eu amo essa música
penso que ainda estou com fome, mesmo depois da
mini pizza de mussarela
tenho certeza de que não é assim que se escreve
mussarela
mas vida que segue
hoje pensei em sid e nancy
essas histórias sempre me intrigam
além do quê, sid não sabia de nada
e só fez merda
nem baixo ele sabia tocar. mas tocava
por que me preocupo com isso é que
não sei
isso começou para ser uma poesia
mas já no primeiro desverso não foi
dessa forma
como a pipoca que fiz
depois de identificar restos de fome
ainda
dentro de mim
the smiths, eu penso, é bom demais
terça-feira, 10 de maio de 2011
padedê de 1
é uma futura decepção
uma ilusão que crio
puramente por estar no cio
e me sentir no chão
uma ilusão que crio
puramente por estar no cio
e me sentir no chão
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Os covardes
Fodam-se os iludidos
Os otários, os coitados
Que balbuciam palavras de outros
Engolem-nas sem mastigar
Cospem suas silabas tônicas
Vomitam seus versos
E seguem sem compreendê-las
Malditos aqueles que se escondem sob a boa ou má capa de outros
Covardemente protegendo-se do inevitável que é estar vivo -
A estes, o meu muito obrigada
Pego emprestado os seus restos de existência
E talentosamente os teço em retalhos
Aumentando a minha em cem vezes mais
Os otários, os coitados
Que balbuciam palavras de outros
Engolem-nas sem mastigar
Cospem suas silabas tônicas
Vomitam seus versos
E seguem sem compreendê-las
Malditos aqueles que se escondem sob a boa ou má capa de outros
Covardemente protegendo-se do inevitável que é estar vivo -
A estes, o meu muito obrigada
Pego emprestado os seus restos de existência
E talentosamente os teço em retalhos
Aumentando a minha em cem vezes mais
quarta-feira, 20 de abril de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Pensamentos que inevitavelmente hão
Posso fazer o barulho que for, mas, no que me tocar intimamente, farei silêncio.
A eternidade consta no silêncio, pois só o que não é dito e ainda assim existe perturba a ponto de continuar vivendo.
O sofrimento nunca é sozinho; com cada parte de nós que morre, vai junto um mundo.
Fico extremamente perturbada com as paixões.
Uma Lispector não me vem com tanta intensidade.
Sempre que descubro que não sou Deus,
isso me dói um pouco.
O culto é uma questão de escolha:
se todos decidirem louvar um sorvete
sagrado será o sorvete
Eu queria ter medo de escovar os dentes para encarar tranquilamente um olhar.
A eternidade consta no silêncio, pois só o que não é dito e ainda assim existe perturba a ponto de continuar vivendo.
O sofrimento nunca é sozinho; com cada parte de nós que morre, vai junto um mundo.
Fico extremamente perturbada com as paixões.
Uma Lispector não me vem com tanta intensidade.
Sempre que descubro que não sou Deus,
isso me dói um pouco.
O culto é uma questão de escolha:
se todos decidirem louvar um sorvete
sagrado será o sorvete
Eu queria ter medo de escovar os dentes para encarar tranquilamente um olhar.
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