eu amo do meu jeito, do tipo punk a levada da breca.
tótem tôtão.
tara extraterrestre: quem é de vênus nos vê nus.
não me lembro de um momento nessa história toda em q não tive q verificar se meu coração ainda estava batendo, e ainda assim quando penso nas suas perninhas finas, eu rio.
por favor, fuja anunciando mas não fuja sutil-mente.
colocar um piercing no nariz e trazer um bicho pra dentro de casa. o nariz e a casa já não fossem estranhos o suficiente.
não tem nenhum pedaço de vc em q eu não tenha prestado a tensão.
é óbvio q deus existe. cair a internet, quer maior sinal?
todo passeio pelas possibilidades é permitido contanto q em algum momento se chegue ao óbvio.
o melhor do q existe é q pode deixar de existir.
como ser absurda, tremendamente idiota? sei lá, as pessoas vão e conseguem.
dinheiro é importante, mesmo que não seja.
não tenho te visto. nem em sonho.
dia mais triste da minha vida. ônibus. um argentino com uma câmera sentado ao lado. me filma rindo da cara dele e ri. eu ri no dia mais triste da minha vida por causa de um argentino com uma câmera. se isso não é deus, eu não sei o que é.
uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas tem gente que acha q uma coisa é outra coisa e outra coisa não é coisa nenhuma.
quando vc encontrar defeitos logo de cara, corre o risco de ser o amor da sua vida.
acredito num deus q improvisa.
"tem muita gente no mundo". 'vc está dizendo isso pra mim ou pra vc?'
se tem uma coisa q não tem como dar errado é vc lá e eu cá. essa é pra vc q não curte um risco.
nesse mundo de indiretas:, garçom, uma direta, por favor, bastante gelo. isso não é uma indireta.
festa junina e todas essas coisas que eu nunca gostei.
nada mais libertador q ouvir da pessoa q se ama: não quero.
todos contra (com)um.
esperaeânsia por experiência.
com dilma num dilema.
crise de ida: entidade.
"e ele te leva no cinema, essas coisas?", 'o que vc quer ouvir exatamente, q tem alguém fazendo comigo tudo o q eu gostaria q vc fizesse?"
tem gente que se gosta tanto que fica laranja.
"fica aí, gatinha, amanhã vc vai"
"tem muita gente no mundo". não. tem muito mundo na gente.
"to com cara de maluca", então aproveita.
poesias de metrô, linhas sub versivas.
eu quero vc e tenho uma arma, e então?
tá vendo?, é esse tipo de coisa que este tipo de coisa atrai.
tô na maior confusão mental, cara, não sei se mato ele ou ligo.
qual a dificuldade com a realidade?, comer é a realidade, comer alguém é a realidade.
não consigo comer ouvindo música, quero mastigar no ritmo da melodia.
não tenho coragem de fazer, vou e escrevo.
eu pensando em como vc não quer q eu pense em vc, e rindo.
é difícil ver alguém empenhado em alguma coisa q faz muito mal, como lidar com isso?, dizendo q verdade?
em time q está ganhando não se feche.
eu sonhei isso ou vc e sua namorada rasparam a cabeça?
por um tempo tentei entender o problema de me apaixonar por vc. é q vc é dessas figuras q se deixa na estante pra admirar, ninguém se apaixona por elas.
hj eu olhei pra minha mão e pensei, 'eu sou uma mulher'.
você não quer que eu te aprenda?
me olhando no espelho com esse coque bagunçado, colar de algemas, a camiseta do clash, calcinha preta e aquele par de meias de lã com desenho de losango, não pude deixar de notar como essa figura parece perfeita pra vc.
quero que alguém precise de mim, e então me olho no espelho e penso, coitado de quem precisar de mim.
tem problema eu andar só de tênis? eu sou moleca.
nossos problemas começaram quando parou de me bastar ser um segredo teu, precisei começar a ser não uma mulher tua, mas a tua mulher.
as pessoas perguntam pra mim como vc vai. suponho que isso quer dizer que eu devia saber.
nessa de te amar muito, achei várias vezes que não ia conseguir ficar quieta e não consegui foi falar.
"eu amo vc", sempre e tanto e não é mentira.
eu sou facilmente seduzida por todas as ideias que lembrem de longe alguma ideia tua, e de repente vou até estragar a minha vida assim.
"é, daria, eu pegaria na sua mão e diria vamos lá meu bem, mas não é o caso."
eu me arrependo de ter dezoito anos. você não sabe do que precisa com dezoito anos.
quando você aparece, eu meio que saio correndo por dentro.
por favor, não se transforme em música ruim pra mim. colabore contra a estatística.
você que já veio e você que está
domingo, 6 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
acomodei pra rir
não estou com vontade de mover um dedo para mexer nas coisas quem vem. aceito tudo como vier, assumo que mexer é não deixar vir como deve.
sábado, 29 de outubro de 2011
mais um pouco estraga
foi grande
já diminui
vai diminuir
até tornar-se pouco
e então nada
é como acontece
acho que quando
não houver
nem mais tesão
nem mais afeto
é que não te desejarei
escrever
nem mais um texto
já diminui
vai diminuir
até tornar-se pouco
e então nada
é como acontece
acho que quando
não houver
nem mais tesão
nem mais afeto
é que não te desejarei
escrever
nem mais um texto
perguntei com os olhos dúzias de dúvidas
e as respostas meninas sapecas de 18 anos
tão reticentes a pele de pêssego e os seios rijos
quanto um
não importa
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
(Um texto é) pra dizer o que não se diz alto
Estou te esperando com meu all star laranja, meus óculos redondos e minha blusa do Clash. E minhas horas que viram anos e meus olhos embaçados de lágrimas. E novas bandas que quero te apresentar, meus novos hábitos que quero te apresentar, meu mesmo perfume. Estou te esperando com uma caneta na mão, desenhando sobre o papel de seda da mesa de um restaurante novo. E com as perninhas balançando. E minhas mudanças constantes de posição. Estou te esperando com dinheiro pra pagar táxi de volta. Com fome. E uma porção de histórias pra contar, que não vou contar, claro: quando te vejo emudeço. Estou te esperando com outros caras que beijei e não gostei, beijei e gostei mas logo lembrei de você de volta e parei de gostar. Estou te esperando de joelhos, sem joelheira. E sem nenhuma dignidade. E minha falta de pudor, e meu excesso de pudor, e toda a minha racionalidade. Estou te esperando com nomes que é feio falar. E no cio. E minhas entranhas ardendo, e andando de um lado pro outro, e sentando e levantando, e checando o celular. E os novos livros que li. Estou te esperando com os filósofos que conheci nesse tempo, com Spinoza e Epicuro e outros. E cheia de mentiras pra não te deixar perceber. E minha pose. Estou te esperando com minha pose e meus cabelos secos e o vinho seco que você me ensinou a gostar. E novas poesias. Estou te esperando com muito mais dor e o sorriso falso de sempre, e os olhares de canto de boca e a falta de diálogo. E o medo das suas aventuras e a tentativa de produzir aventuras minhas pra te botar medo. Estou te esperando completamente cheia e completamente vazia. E cheia de esperança e vazia de tudo. E minhas antigas meias em losango escondidas debaixo do all star laranja. Que você não vai enxergar. Estou te esperando com tudo o que não vou mostrar. E com a mesma fraqueza forte de sempre. E uma saudade filha da puta. E toda a parte da história que, porque é a mais bonita, é minha invenção.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
me tens como um bife à milanesa
vou na correnteza
dum olho sequer turquesa
deixo que notes em minha nudeza
nos braços, nos seios, nos lábios a rijeza
e que sem nenhuma gentileza
te aproveites de minha fraqueza
se é questão de defesa
ergueres uma fortaleza
feita de aspereza
e, nesta rudeza,
esconderes tua grandeza
faço apenas lamentar a vileza
que é me teres qual presa
que é me tirares a pureza
que é me molestares a natureza
me intriga só a morbideza
do saber que não há em lugar algum tanta clareza
como em toda essa tua infinita incerteza
tu me enrolas, me fritas, me tens à mesa
como um bife à milanesa
dum olho sequer turquesa
deixo que notes em minha nudeza
nos braços, nos seios, nos lábios a rijeza
e que sem nenhuma gentileza
te aproveites de minha fraqueza
se é questão de defesa
ergueres uma fortaleza
feita de aspereza
e, nesta rudeza,
esconderes tua grandeza
faço apenas lamentar a vileza
que é me teres qual presa
que é me tirares a pureza
que é me molestares a natureza
me intriga só a morbideza
do saber que não há em lugar algum tanta clareza
como em toda essa tua infinita incerteza
tu me enrolas, me fritas, me tens à mesa
como um bife à milanesa
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